Macumba: conheça o que é verdade. Mitos desvendados

 

Macumba: conheça o que é verdade. Mitos desvendados

Todo mundo já ouviu falar de Macumba, não é?

Macumba é uma dessas palavras usadas de várias formas diferentes, que representam uma parte importante do imaginário das pessoas a respeito da espiritualidade.

Dependendo de onde você cresceu e do fundo espiritual de sua família, macumba pode significar coisas diferentes. Se cresceu em uma família tradicional católica, é possível que a palavra cause medo, como um sinônimo de feitiçarias feitas para causar o mal a próximo.

Se seu contexto é regional e marcado pela presença de pessoas de descendência africana e espiritualidades como Umbanda e Candomblé, ser designado como “povo de macumba” é algo a ser visto com orgulho e símbolo de uma bela devoção.

Afinal, o que é a Macumba?

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A origem da palavra Macumba

Antes de se tornar uma espécie de termo genérico para religiões de origem africana – como Umbanda e Candomblé – a palavra macumba significava apenas um instrumento musical, parecido com um reco-reco africano. Assim, “macumbeiro” era quem tocava esse instrumento.

A visão da “macumba” como algo negativo, tem origem no começo do séc. XX. Nessa época a igreja católica, preocupada com a emergência dos cultos de origem africana, originou um discurso que associava essa espiritualidade ao diabo.

Assim, palavras como despacho, macumba e feitiço começaram a fazer parte  do imaginário cristão brasileiro. Até hoje, as oferendas destinadas aos orixás em esquinas são vistas como perigosas e trabalhos de magia para o mal, ainda que a grande maioria dos terreiros brasileiros.

Segundo Reginaldo Prandi, um estudioso das religiões africanas no Brasil, essa visão negativa desses cultos tem origem no preconceito com povos anteriormente escravizados. Ele ainda alerta: a conotação negativa dessas palavras é incompatível com a realidade dos terreiros, em sua maioria voltados para trabalhos relacionados ao bem da humanidade.

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E o que são as macumbas achadas na rua?

 Um dos fenômenos religiosos chamados de “macumba” pelo imaginário popular católico são as oferendas, deixadas em esquinas, encruzilhadas e espaços naturais como cachoeiras e rios.

Essas oferendas, chamadas genericamente de “macumbas” são vistas por muitas pessoas que não conhecem a espiritualidade afro-brasileira, como trabalhos de magia, interpretados como algo maléfico com intuito de fazer mal a outras pessoas.

Na verdade, esses “despachos” ou “oferendas” são – em sua maioria – presentes entregues pelo “povo de santo” aos Orixás.

O candomblé e a Umbanda são religiões politeístas. Existe a crença em um Deus superior, mas também um panteão de entidades ligadas à natureza e setores específicos da vida humana. Os despachos ou oferendas tem uma função similar aos jejuns, às promessas e sacrifícios feitos por pessoas da religião cristã.

Esses trabalhos podem ser feitos para conseguir dinheiro, trabalho ou mesmo atrair a pessoa amada. No entanto, a ideia de que você pode ir em um terreiro para “contratar” uma magia ou feitiço maléfico é falsa. A grande maioria dos centros de Umbanda e Candomblé são voltados a trabalhos cujo fim é o bem.

Macumba é magia?

Isso não quer dizer que a macumba não possa ser vista como magia. Na verdade, segundo o estudioso Roger Bastide, a macumba se definiria como os feitos mágicos realizados individualmente. Ou seja, o feitiço é responsabilidade do indivíduo que busca conseguir o que quer.

No mundo energético tudo que é feito retorna para quem faz. Ou seja, se você quiser fazer um trabalho para separar um casal, você necessariamente obterá efeitos negativos em sua vida. Tudo o que você faz é cobrado, de forma ou de outra, no plano espiritual.

Por isso, é preciso ter muito cuidado com os charlatanismos encontrados por aí, como a promessa de uma “macumba online”. Será que as pessoas que oferecem esses serviços compreendem que serão cobradas pelas forças espirituais pelos “trabalhos” que oferecem?

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O que é feito nos terreiros?

 Se você está passando por um período difícil na vida – com obstáculos e desafios – a espiritualidade pode te ajudar. Mas isso não significa que você irá em terreiros para contratar trabalhos para conseguir o que quer.

Na verdade, nos terreiros você encontrará conselhos, guiança e contato com entidades espirituais capazes de indicar caminhos e trabalhos para fortalecer a sua energia espiritual.

Como toda espiritualidade construtiva, tanto o Candomblé quanto a Umbanda focam muito no trabalho do indivíduo sobre si mesmo. Isso significa limpar maus fluidos energéticos, descobrir os arquétipos que te guiam e evitar determinadas substâncias, bebidas e alimentos tóxicos.

Envolve também aprender a se proteger e se aliar a quem está de seu lado. Os orixás são seres ligados a natureza e representam forças essenciais em nossos espíritos. Ao alinharmo-nos com essas forças naturais, descobrimos novos caminhos e obtemos maior clareza em nossa vida.

As religiões de origem africana ainda são foco de muito preconceito, fruto de desinformação e racismo desenvolvido por décadas em nosso país. Assim, é natural que vejam a aliança com seus guias de maneira profunda e especial.

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